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Jolivaldo Freitas Como escritor que nunca foi publicado por editoras oficiais ou patrocinado por elas e nunca ter pedido apoio oficial para minhas públicações que somam oito livros, contando com o que vai sair em dezembro, posso dizer que nunca antes na história da Bahia um governador falou com tanto desatino e vem mostrando falta de cultura (não se trata de preconceito contra um metalúrgico ou achar que eles são néscios em termos de cultura) ou no mínimo falta de sensibilidade ou de interesse. A cultura baiana nunca antes na história esteve tão órfã (e não me interessa se as viúvas choram), o choro é coletivo, geral e irrestrito. Choram as viúveas mas o choro se confunde e se mistura com o choro da cidade. Alguém tem de fazer - talvez a sensível Fátima Mendonça - Wagner ir aos museus, uma exposição, um lançamento de livro que não seja somente dos companheiros e ouvir um pouco de música na Reitoria. Pode começar devagar, estilo conta-gotas. A Bahia de Ruy Barbosa, Jorge Amado, João Ubaldo, Guido Guerra, João Carlos Teixeira Gomes, Ildásio Tavares, Jorge Calmon, Hélio Pólvora, Antonio Torres, Florisvaldo Mattos, Caribé, Mestre Didi, Zé Maria, Elsimar Coutinho, Luiz Viana, Pitti, Bethânia, Lazzo, Beto Silva, Pitta, Ruy Espinheira, Aleilton, Ernesto Ribeiro, Olga Mettig, Osmar Macedo, Olga de Alaketu, Widmar e tantos outros que ajudaram a forjar a baianidade agradece. O ódio, o ressentimento ou o medo de uma reação do inimigo - mesmo a vontade de estrangular a oposição para que nunca mais reaja e tome o conquistado - não podem ser o mote para acabar com a cultura baiana. Todo ato é bumerangue. |