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Marcelo Torres (Colunista) Em cidade pequena é quase impossível uma pessoa chamar outra pelo nome e sobrenome. Só se conhece o cidadão como Fulano de Beltrano. No nosso Junco, por exemplo, se alguém procurar Ademilton Saldanha, ninguém vai saber quem é o dito-cujo. Mas se procurar por “Mitinha de Alfrinho” todo mundo saberá dizer quem é o cabra, talvez até diga onde ele mora, o que ele faz e até o que ele deixa de fazer.
No Junco, as pessoas me chamam “Marcelo de Terezinha de Adauto”, ou seja, eu não sou só eu; eu sou eu + a velha Terezinha + o velho Adauto. Quando fui estudar em Salvador, ainda na adolescência, os novos colegas ora me chamavam Tabaréu, ora me chamavam Marcelo de Sátiro Dias. Já em Brasília, para onde me mudei de mala e cuia, uns me chamam Poeta, outros me chamam Baiano, mas a maioria me chama mesmo é de Marcelo Torres, pura e simplesmente assim. Vê-se que vão lhe mudando o codinome conforme o lugar, e em cada lugar há um jeito, um referencial. Na cidade pequena, a pessoa que nasceu e se criou ali é vista mais pelo lado familiar – tanto é que uns carregam o nome da mãe, outros levam o nome do pai e outros juntam nomes de pai, mãe, avô, avó - uma árvore genealógica inteirinha num bendito chamamento.
No Junco, meu irmão Arízio é uma das raras, raríssimas pessoas que são conhecidas e chamadas pelo prenome. É Arízio e pronto. Também, pudera, com um nome “lindo” desse, e não tendo xará na praça, ninguém precisa de sobrenome nem de adjunto ou apelido; mesmo assim, ele se auto-concedeu o título de doutor - “Doutor Arízio, o advogado dos pobres”.
Se alguém chegar e procurar por Arízio, todo mundo sabe dizer quem é ele, onde mora, o que ele faz, as patacoadas, os causos; além disso, informa onde ele está naquele momento. “Olha, ele passou aqui agorinha e foi para a rádio”, informa um. “Está na padaria de Edivar”, informa outro. “Ele viajou para Biritinga no ônibus de manhã e chega agora de tarde”, reporta um terceiro. Ou seja, todo mundo sabe a vida de todo mundo mundo.
Algumas poucas pessoas no Junco foram ou são chamadas com nome + sobrenome, sem apelidos nem adjuntos adnominais: Artur Lopes, Vicente Alves, Hélio Reis, Adelino Torres, João Vieira, Josias Cardoso, Adelino Brito, Edmundo Reis, Antônio Lopes, Maria Paula, Nivaldo Torres, Alfrinho Coutinho, Sátiro Batista, Antônio Reis, Jaime Vieira, Geraldo Melo, Paulo Ramos, Luiz Reis – uma catrupia desgramada.
Se, por um lado, talvez eles sejam uns felizardos, por terem nome próprio, identidade única, por não terem apelidos nem adjuntos adnominais, ou seja, por serem chamados por nome + sobrenome, por outro lado eles não sabem a beleza que é ser chamado pela raiz familiar, esse delicioso fruto de uma imensa árvore genealógica. Marcelo de Terezinha de Adauto de Dãozinho.
Há os codinomes que revelam a ocupação ou profissão. Edivar da Padaria, João da Loja, Didi do Ouro, Maria da Pensão, Nilton Cobrador, Alfredo do Ônibus, Nanu Alfaiate, Vicente Soldado, Luís da Cerâmica, Tonho do Bar, Zé dos Couros, Zé Válter Carcereiro, Mané do Fumo, Luizinho do Baneb, Serginho Policial, Joaquim do Bode, Marta do Banco, Gracinha Enfermeira, Zé Vaqueiro, Nozinho da Caçamba e por aí vai.
E há, ainda, os que têm o nome associado a uma qualidade ou defeito, uma característica pessoal, um traço físico da pessoa. Um cabra que tem apelido Zé Doidinho já se sabe o motivo; Vovô de Baio tem nome Raimundo, mas como era baixinho, franzino e velhinho, virou “Vovô” (‘de Baio’ porque Baio é o pai); Zé Pintinha de João de Maneio eu não sei o nome, só sei que o apelido é referente ao tamanho do pinto, que no Junco é ‘pinta’.
E um dos codinomes mais sugestivos é o de Tonho da Jega. Ele ganhou tal homenagem quando tinha 14 anos e procurou uma jumenta para sua primeira experiência sexual. Foi preso em flagrante delito, por atentado violento ao pudor, à moral e aos bons costumes, mas liberado mediante a promessa de alguns litros de milho para a vítima. Também houve no Junco um tal Atanásio, de quem se ouve a fama até hoje. Seu codinome era Tanazo Bufão, pois peidava mais que mulher feia entupida de flatulência. Tanazo ganhava a vida bufando, apostando o número de bufas que agüentaria soltar; e quebrava recorde atrás de recorde, tudo acompanhado e anotado na ponta do lápis. Dizem os mais velhos que os peidos dele não fediam, só eram estrondosos.
Um codinome sugestivo e inofensivo é o de João Zoião. Esse sujeito boa praça e gente boa foi um singelo e romântico apelido por conta do tamanho dos seus olhos, naturalmente graúdos. João é irmão de Eraldo da Bela Vista, que é assim chamado porque é do povoado de Bela Vista. Engraçado é que o nome de Eraldo não é Eraldo, mas sim Everaldino.
Há outros casos curiosos de nomes que não são nomes. Nilton Torres, por exemplo, não é Nilton, mas sim José Abdon. Outro Nilton que não era Nilton foi o saudoso Nilton Nunes, cujo nome era Manoel de Souza Nunes. Meu tio Everaldo não é Everaldo, mas sim Everaldino. Que coisa, né?
No Junco há um rapaz que ninguém sabe o nome verdadeiro dele, todo mundo só o conhece pelo nome artístico de “Corre-Nu”. É que certa vez ele estava em cama alheia, o marido cornudo apareceu, o caboco pulou a janela em disparada, esquecendo as roupas e correndo nu pela rua escura – rua esta que foi batizada “A Rua do Corre Nu”.
É o Junco, suas histórias, seus homens, seus nomes.
Vejamos os prefeitos que antecederam Joaquim Neto na 'viúva'. Todos tinham José no nome: Márcio José Leão, que foi eleito pelas urnas, e José Martins, José Jorge da Silva e José Givaldo, que foram escolhidos como tampões por meia dúzia de vereadores, ou seja, a 'viúva' lhes caiu no colo e eles juram que deram conta do recado (será que deram mesmo?).
José Jorge, quando menino era muito magrinho, parecia uma muriçoca. A molecada deu-lhe o glorioso nome de Muriçoca de Biquíni, que mais tarde ficaria apenas Muriçoca, apelido com o qual fez política e o diabo a quatro, inclusive um bom pé de meia, a ponto de ficar com aquela pancinha gorda.
E outro Zé que lavou a jega e pegou o boi foi o sempre simpático José Givaldo “Tudo Bem”, ex-vereador, comerciante, vendedor de caixões e produtos do gênero. Ele adquiriu esse nome porque sempre fala alegre com as pessoas, sorrindo ao vento e falando “Tudo Bem”, ainda que tudo esteja mal, ainda que o mundo esteja se acabando em crise, seca ou enchentes.
Há coisas que a gente só vê no Junco. Olha aí os exemplos: dono de funerária tem nome Tudo Bem; vereador gordão é chamado Muriçoca; um Bispão que nem de igreja gosta; um senhor perto de 70 anos chamado Zé Moço; um cabra moreno chamado Branco; um soldado que é Major; e um cabra medonho de feio (de nome Gilmar) cujo apelido é João Bonito.
Pode isso? Pode, sim. No Junco pode. No Junco é assim mesmo. A cidade é tão assim que até mesmo o seu nome é algo inusitado e estranho. O lugar que teve nomes bonitos e poéticos como Lagoa das Pombas, Malhada da Pedra e Junco, acabou um dia recebendo um nome medonho – Sátiro Dias, este nome grande e difícil de pronunciar, pois tem duas palavras (uma delas proparoxítona), cinco sílabas e dez letras.
Eu presto atenção na pronúncia e afirmo: de cada dez moradores da cidade, pelo menos cinco não falam o nome corretamente. Uns falam “Satro Dia”, outros falam “Sartodias”, outros falam “satrosdias”, e é aquele samba do Junco doido. Poucos falam o nome da cidade corretamente.
Somos uma cidade que tem sátira até no nome - e nos dias. Mas eu e outros loucos preferimos falar - e escrever - Junco, pelo menos não corremos o risco de errar a pronúncia. Além do mais, Junco é o nome real, típico, verdadeiro, original, poético, literário, artístico, cultural e a porra toda.
E é no Junco onde encontramos uma figuraça como Raimundo Nonato da Silva, o popular Titi de Maria de Te. É um rapaz que fala que é gay sem ser. Oi seja, enquanto no mundo inteiro, por diversos motivos, muitos homossexuais se escondem no armário, no Junco o tal Raimundo Nonato “Titi” da Silva estufa o peito e diz que é gay. Sem ser.
E certa vez chegou ao Junco um rapaz que se casou com uma filha de 'seu' Zuza de Lolô. O moço tinha a mania de toda hora falar “me aguarde”. Dizia uma palavrinha e logo em seguida o “me aguarde”. E aí não deu outra, o lugar passou a chamá-lo de “Me Aguarde”, a ponto de ninguém saber qual era mesmo o seu nome verdadeiro – também não precisava.
No Junco, temos um pai que é Marcha Lenta e um filho que é Bico de Óleo. A causa do codinome do filho eu não sei, só sei que o pai tem esse apelido porque, quando jogava bola, era muito devagar, quase parando, tal qual uma marcha lenta.
O Junco teve uma escrivã de cartório chamada Marica Cocheba, a quem se atribuem todas as mazelas, todas as graças e desgraças, feitas e desfeitas aos nossos nomes. Se o nome ficou com um errinho de grafia, foi Marica Cocheba. Se o nome é feio ou se é homem com nome de mulher ou mulher com nome de homem, foi ela. Tudo, tudo, tudo é culpa da bendita Marica, que deve ter lá suas culpas no cartório, mas não devem ser tantas assim.
O Junco teve um dono de farmácia, vindo de Irará, que logo passou a ser chamado Zé da Farmácia. Mas os línguas ferinas, ao perceberem que ele possuía um problema físico (uma perna menor que outra), passaram a chamá-lo Zé da Perninha, logo ele, que foi uma boa criatura.
O Junco teve um coveiro que era uma figura ímpar, um sujeito desbocado e sarcástico que tinha um nome muito bonito e sublime - João Celestino da Silva, mas o povo só o chamava João Todo Feio, só porque o rapaz foi um mal-diagramado e tinha uma cara que parecia a própria morte. Ganhava por produção, ou seja, se ninguém morresse, talvez ele é que batesse as botas.
Tivemos no Junco uma dupla dinâmica que marcou época: Nilton e Alfredo, conhecidos e reconhecidos como Nilton Cobrador e Alfredo Motorista, pois eram, respectivamente, o cobrador e o motorista do ônibus da Catuense, a velha marinete que levava e trazia cartas, vidas, amores, sonhos e tudo enfim, num lugar e num tempo em que não pegava rádio, nem televisão, nem celular, nem Internet, ou seja, éramos ligados ao mundo apenas pelo ônibus que chegava à noitinha. .
Alfredo também era tratado carinhosamente como 'Seu' Mané. Sua esposa era Helena, logo chamada de Helena de Alfredo do Ônibus. Seus filhos Jefferson, Ronald e Rollemberg receberam os apelidos de Gel de Helena, Ron de Seu Mané e Rolinha de Alfredo (Rolinha, filho de Alfredo).
Por falar em Rolinha, o nome de minha avó paterna era Rosentina, mas o apelido era Rola. Mais precisamente, Rola de Dãozinho. Tinha um tio meu que, quando ia pedir a benção a ela, estendia a mão e falava timidamente “A bença, tia pinta” ('pinta' é um eufemismo de 'pinto', 'pênis').
No Junco só nasceu um Wilson, Wilson de Totó (tio Totó e tia Deusinha gostavam de batizar os filhos com nomes estrangeiros - Wilson, Wilton, Wellington, Aimêe, Aidée, só Alda não veio do estrangeiro). Como Wilson foi prefeito duas vezes, o povo o chama até hoje de “Wilson Prefeito”.
E um dia chegou no Junco um cobrador da Catuense cujo nome era Wilson Alfeu. Chegou, bebeu a água da cidade, gostou, noivou e casou com a professora Aninha de Serafina. Como já havia um Wilson – que era prefeito, ainda por cima! - era preciso arranjar um nome para ele. Wilson Cobrador não podia, pois esse nome de cobrador já estava com Nilton. Wilson Catuense não cairia bem. Então, ficou Wilson de Aninha.
Tempos depois apareceu outro Wilson. Era José Wilson, que chegou para trabalhar na Coelba (Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia). Como já existiam dois Wilson, sendo um o prefeito, e o novo Wilson não podia ser Wilson da Luz, pois confundiria com Wilson Cruz, o jeito foi alcunhá-lo Wilson Coelba, que depois ficou apenas e tão somente Coelba.
Depois chegou mais um Wilson, também José Wilson, funcionário do Banco do Brasil, natural de Cícero Dantas-BA. Seu novo nome? Wilson do Banco. Resumo dos Wilson: Wilson de Aninha, Wilson Coelba, Wilson do Banco e Wilson Prefeito. É muito Wilson para uma cidade só, ainda mais uma cidadezinha como o nosso Junco, que quase vira uma “wilsonlândia”.
E por falar em prefeito, alguns nomes de ex-prefeitos são curiosos: José Belarmino Cardoso era conhecido como Ioiô; Pedro da Rocha Reis era chamado de Piroca; Pedro Araújo de Mello era Pedro do Mimoso; e Lourivaldo Cavalcante Reis é chamado de Didi.
E José Valdir chegou vindo do Inhambupe para trabalhar na Embasa (Empresa Baiana de Água e Saneamento). Não tinha xará, mas mesmo assim o Junco quis lhe dar uma alcunha. Não virou Zé Embasa. Nem Zé Saneamento. Deram-lhe o singelo codinome de Zé da Água.
Tempos depois chegou para trabalhar no Banco do Brasil a funcionária Maria de Fátima. Como a cidade já tinha Fátima de Adauto, Fátima de Adelino, Fátima de Vicente Alves e outras Fátimas mais, o jeito foi tratar a nova moradora como Fátima do Banco. E morreu Maria Preá.
Há cinco anos o Junco ganhou uma nova Fátima, cujo nome passou a ser anexado ao nome do marido – Fátima de Fernando de Antônio Lopes. Mulher de fora que casa com um homem da cidade passa a ser Fulana de Beltrano: Valdice de Luís, Mazé de Paulinho, Sônia de Gérson, Valdira de Luís, Meire de Valmir, Adriana de Maurício, Márcia de Sérgio e por aí vai.
E também ocorre o inverso, ou seja, um rapaz de fora se casa com uma moça do lugar e passa a ser conhecido como Fulano de Fulana. O arquiteto Chagas, por exemplo, casado com Regina, é conhecido no Junco como “Chagas de Regina de Ioiô Cardoso”. Quando vai se referir a Chagas, Arízio sempre diz “Chagas de Regina de dona Beatriz do finado Ioiô Cardoso”, ou seja, é marido, é mulher, é sogra, é o finado sogro. A mesma coisa aconteceu com o petroleiro Jaime Léo Humia, que, por esse nome pomposo, descendente de espanhol, ninguém jamais saberia dizer de quem se trataria. Como se casou com uma filha da terra, ganhou o codinome de Léo de Maria José de Vavá, que é como as pessoas o conhecem e o chamam.
Além de Wilson Alfeu, que virou Wilson de Aninha, como mencionei anteriormente, tem Beto de Geruse, Chiquinho de Deusdete, Ariston de Norma, Jango de Télquia, Téo de Valnízia, Luizinho de Mima, Moisés de Jacqueline e Emerson de Ana de Zi do Cabo Antônio, além de muitos e muitos outros que beberam da água do Junco e se apaixonaram.
Pois bem, nessas festas juninas estava eu no velho Junco e reencontrei amigos e parentes por lá, todos com nomes assim. Saí de Brasília para o Junco de carona com Dilas, o primo e amigo Udiléston de Dilu de Antônio Lopes. Também iam Sérgio de Didi e Júnior de Lucinha de Terezinha de Tio Derme, ou seja, todo mundo parente de todo mundo.
No Junco, revi Lázaro de Durval de Zeca de Julião, Zé de Nilzete de João de Chiquinho das Barrocas, Nininho de João de Bolero (o Zambinha), Nem de Devaco, Pedro de Joana e Escurinho do Mimoso.
Tomei umas cervejas (quentes, diga-se de passagem) com Flávio de Delosmar no Bar de Angilene de Zé Moço ou Angilene de Beoza. Quem também bebeu com a gente foi Hugo de Regina de Assis. No bar encontramos Zé de Horácio e Ginelson de Zé de Dudé. E era gente que a gente ia juntando feito colcha de retalhos.
Mas os lugares onde finquei trincheiras e batia ponto todo dia eram a barraca de Luís de Rosa (Luís Policial) e o Restaurante Malhada da Pedra, que ninguém conhece por esse nome, mas sim como bar de Jânio de Dora de Chuta de Tiago.
(No Junco, os estabelecimentos têm um nome oficial e um genérico: a Comercial de Bebidas Oliveira é o “bar de Miguel”; o armazém Dois Irmãos é a “venda de Luiz de Roxinho”; a Panificadora Tricolor é a “padaria de Edivar”; o Supermercado Santana & Irmãos é o Supermercado de Tonho; o Auto-Posto Jovem é chamado Posto de Zé Roberto.)
Revi também Ana Selma de João de Chiquinho, Jacqueline de Célia de Nivaldo, Rose de Zé Brito, Sheila de Inaíza de Iná de Caboco, Hugo e Mauro de Regina de Ioiô Cardoso, Codô de Judite de Bié, Juju de Gil de Zeca de Julião, Compadre Paulinho de Neném Vieira, Elialda de Nelita de Esmeraldo e Neto de Urânia de Zé Roberto de Ioiô Cardoso.
E vi mais: Toninho de Edinho, Zé Hélio de Alvino de Zizinha, Ronaldo de Nanu Alfaiate, Sérgio de Dina de Nelson, Agamenon de Milton de Justino, Sérgio de Sônia de Zeca Moço, também chamado Sérgio de Tonho de Zeca de Julião, Charles de Mané Lopes, Lourinho de Edmundo, Valber de Zé Licó, Edson de Edgar, Nei de Zé da Perninha, Du de Valdo de Adelino, Kiko de Selma de Maria de Té e muitos outros.
Outros amigos que eu queria encontrar, mas eles não deram as caras por lá: Pedro de Dadu, Valter de Enoque, Lecinho e Valmir de Delosmar, Toninho de Liá, Gerson de Tonho Vieira, Rafael de João de Chiquinho, Zé Antônio de Zé Massafé, Jorgilton de João da Loja, Geílson de Durval de Lolô, Adelson de Zé Novo, Zé de Bida, Mitinha e Amarildo de Alfinho, Jorjão e Marcão de Tia Helena, Andréa do Cabo Antônio, Mundinho de Caboquinho e Adelmo de Aidée de Totó. Enfim e por fim, essa viagem para lá, por esses nomes, por esses homens e mulheres, foi algo divino e poético. Esse jeito coloquial de nos tratarmos uns aos outros, com esses nomes longos e largos. Esta é a nossa terrinha, nossa raiz, nosso chão, nosso cordão umbilical. Este é o Junco de todos os nomes, de todos os poetas, de todos os loucos, de todos os sátiros, de todos os dias. Este é o Junco que queremos sempre junto. É o Junco que chamamos, sempre, sempre, sempre Junco. Marcelo Torres, jornalista, servidor público, cronista, baiano de Sátiro Dias, mora em Brasília; e-mail
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Comentários
Foi muito bom ler seu blog e relembrar os nomes e causos do povo da Nossa Terra.
Um grande e saudoso abraço.
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