"Não é razoável que poucas pessoas consigam paralisar toda a cidade”, diz Neto

         



Os oposicionistas baianos também se manifestaram sobre os protestos. O prefeito ACM Neto (DEM) defendeu a legitimidade dos atos, mas condenou o bloqueio no trânsito. "Reitero o meu respeito ao direito de todo cidadão se manifestar, ir às ruas reivindicar suas bandeiras, defender seu ponto de vista. No entanto, não é razoável que poucas pessoas consigam paralisar toda a cidade, fazendo bloqueios no trânsito", escreveu o gestor, nas redes sociais. "Isso gera desconforto e causa prejuízos sérios ao funcionamento da cidade. Nada justifica esse tipo de atitude. Vemos poucas pessoas gerando caos, o que é irrazoável, inadmissível", completou.

A deputada federal Dayane Pimentel, presidente do PSL na Bahia, declarou à Tribuna que "a esquerda não realiza manifestação, provoca balbúrdia". "Impede que os verdadeiros trabalhadores consigam ir ao trabalho, impede que pessoas possam ir à escola ou ao médico; até ônibus foram apedrejados hoje em Salvador. Não sou contrária ao direito à manifestação, mas paralisar uma cidade, cercear o direito de ir e vir das pessoas é um absurdo", disparou.

"Quando realizados manifestações em apoio ao presidente Jair Bolsonaro, buscamos fazer o movimento em um domingo, em dia não útil, de forma a não inviabilizar e não gerar transtornos a quem não quer ir à manifestação ou a quem é contrário. Isso é ser democrático. Mas forçar todas as pessoas a "participar" de um protesto só deixa evidente o autoritarismo da esquerda. E fazem protestos em cima de desinformação, de fake news: dizer que a reforma da Previdência vai prejudicar o pobre é uma tremenda "fake news", pois a contribuição cairá de 8% para 7,5% para quem ganha menos. A reforma cortará na carne de quem ganha mais. Eu, por exemplo, abri mão da aposentadoria especial como deputada", completou a parlamentar baiana.

Já o vereador Alexandre Aleluia (DEM) postou uma foto onde mostra um pequeno número de manifestantes fechando uma avenida. "O povo de Salvador está refém de uma elite sindical com meia dúzia de baderneiros", escreveu na legenda.

Contagem regressiva

A realização de sessão de debates no Plenário da Câmara dos Deputados ontem abriu a contagem do prazo de duas sessões para começar a discussão do relatório da reforma da Previdência (PEC 6/19) na comissão especial. O parecer foi apresentado na quinta-feira pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), em seguida foi apresentado um pedido de vista coletivo, o que adia o início da discussão na comissão por duas sessões do Plenário. Desde novembro de 2017, a Câmara não conseguia atingir o quórum de 51 deputados para abrir uma sessão na sexta-feira.
*Da Tribuna