Os xarás tricolores só empatam, mas o Campeão goleia na abertura





O começo do Baianão valeu pela fartura de gols. Foram 10 gols, logo, em três jogos.

O Ba Ba, em Feira, acabou 2 x 2, animado, brigado. O Jacuipense, de casa nova, no Barradão, saiu na frente 1 x 0, no Doce Mel; e o atual campeão baiano, o “Carcará” Atlético de Alagoinhas, em casa, não teve dó do ‘Bode” Vitória da Conquista, meteu-lhe 4 x 1, dando as cartas e avisando que vai brigar pelo Bi.

Com a festa do futebol é gols ... começamos bem.

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Pelos desfalques, pela falta de preparação adequada, o desentrosamento da equipe que foi a campo num arrumadinho de última hora, o empate de 2 x 2 na Arena Cajueiro, em Feira, contra o atual vice-campeão baiano até que foi um bom resultado para o Bahia da Capital contra o rival xará tricolor de Feira.

O time da casa mandou no primeiro tempo, mais entrosado, explorando a velocidade. A segunda etapa foi bem mais equilibrada, o tricolor da Capital empatou e criou oportunidades de vencer, na raça, na superação física. Boa partida pra começo de temporada.

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Arena Cajueiro

Tarde de sábado limpa, público limitado nas arquibancadas (menos de 2.000 pessoas), gramado sintético, duelo de xarás tricolores, entre o vice-campeão baiano e o time de maior torcida no Estado, abrindo a temporada do futebol profissional.

As duas equipes tiveram problemas na fase de preparação, sobretudo por conta do surto de Covid que tirou da estreia vários atletas. O time da casa de uniforme branco e o da capital com sua beca tri-colorida em listras verticais.

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Com bola rolando

O time de Feira em casa, mais à vontade no seu gramado sintético e mais entrosado, por ter mais tempo, um mês inteiro, de treinamento, de preparação. Além, é clado, de manter uma base do ano passado, uma equipe mais rodada, mais vivida. Daí ...

- Gol ! 1 x 0 Bahia de Feira, aos 14’. O veterano meio-campista Diones, de voleio, após cobrança de escanteio e bola aérea mal resolvida pela zaga visitante. Um golaço! Matou no peito e girou no ar, sem deixar a bola cair. Foi o primeiro gol do campeonato.

Muito nervosismo na defensiva do Bahia da capital, com jogadores improvisados e muita dificuldade nas bolas alçadas de escanteios; mau posicionamento dos zagueiros, desentendimento e perda de bola nos botes e rebotes. Um time ainda defensivamente desorganizado. O time de Feira ganhando o duelo no meio campo (Diones absoluto) e explorando a velocidade na frente, com Caíque e Wilson pelos lados.

Mesmo sem atuar bem, o Bahia conseguiu no finalzinho armar um primeiro e bom contragolpe; lançado em profundidade, livre pela esquerda, o garoto Gregory dividiu com o goleiro Adilson e foi derrubado. O árbitro apitou a penalidade.

- Gol ! aos 47’, 1 x 1. Marcelo bateu o pênalti, meio telegrafado, rasteiro e fraco mas no cantinho; o goleiro foi nela mas aceitou o empate.

Menos mal para o Tricolor da capital, que não fez um bom primeiro tempo. Diones absoluto em campo, defendendo, armando e atacando.

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Tarde caindo, campo sombreado na segunda etapa. Logo no começo, duas boas chances desperdiçadas: Diones, de cabeça e, do outro lado, Marcelo parando no goleiro Adilson, de cara. Recomeço animado, mais ofensivo, aberto. Aos 6’, Deon entrou livre, num contragolpe, encarou e bateu cruzado, rasteiro, queimando o poste de Denis Jr.

Aos 10’, o treinador Rovaris lançou Patrick e Raí Nascimento (titulares que disputaram Série A, ano passado). Aos 12’, num contragolpe, Gregory entrou livre, de cara, e perdeu, bateu mal na bola, longe do alvo.

- Gol ! 2 x 1 Bahia de Feira, golaço, aos 14 min. Caíque entrou em velocidade pela esquerda e, quase da linha de fundo, encheu o pé, a bola passando entre o goleiro e a trave, desempatando. Não desperdiçou.

- Gol ! 2 x 2, Raí, aos 20’. Num contragolpe, em velocidade, ganhou da zaga e dividiu com o goleiro, mas conseguiu empurrar o rebote para as redes, empatando novamente a partida.

Muito equilíbrio, ritmo intenso e chances de gol lá e cá. Aos 33’, Diones perdeu outra ótima chance, na linha da pequena área, escorregou na hora de finalizar. Jogo aberto. O Bahia de Feira mais inteiro fisicamente. Alguns atletas do time visitante já se arrastando em campo, extenuados, com cãibras. Aos 42’, Rhuan entrou de cara, mas Denis Jr salvou. No último lance, Thaylon dividiu com o goleiro e perdeu a chance do desempate, faltou pernas.

Deu empate, justo. O time local foi melhor no primeiro tempo, mas o Bahia, mesmo no sacrifício, equilibrou e teve chances de vencer na segunda etapa.

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Destaques

- No Tremendão, o arisco Caíque e o veterano Diones, fizeram a diferença.

- No Bahia, a entrega, a luta até o minuto final, a despeito dos desfalques, da falta de entrosamento e de condições físicas. Muito esforço, vale salientar.

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Escalações

- Bahia de Feira: Adilson, Igor, Paulo Paraíba, Marcelo e Cazumbá; Diones, Jonathan e Gustavo; Wilson (Catarina), Deon (Rhuan) e Caíque (Ze Oliveira). Treinador, Flávio Araújo.

- Bahia: Denis Jr, Luis Felipe, Guilherme, Miquéias e Tiago Rosa (J Vitor); Lucas Araújo, Brener (Raí), Ramon (Patrick), Thaylon; Marcelo Ryan (Choco) e Gregory. Treinador, Vinícius Rovaris (substituindo Bruno Lopes, de Covid)

- Arbitragem de Josué Reis de Jesus.

 

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Mais dois jogos no sábado:

- Jacuipense 1 x 0 Doce Mel (no Barradão, mando de campo do Jacupa, porque o estádio de Riachão do Jacuípe está em reformas)

- O campeão Atlético de Alagoinhas arrasou o Vitória da Conquista, no Carneirão. O Bode do sudeste até abriu o placar, logo no começo, mas já aos 22 minutos o Carcará tinha virado e foi absoluto. A equipe de Alagoinhas mantém a base do ano passado, o entrosamento, e o mesmo treinador Agnaldo Liz. Isso conta muito no coletivo. O meia Dionísio e o atacante Tiaguinho fizeram a festa.

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Copinha São Paulo

Duas equipes baianas estão classificadas para as oitavas de final da competição. O Bahia, que vai enfrentar o Mirasol (SP), e o Canaã, de Irecê, que vai encarar o Oeste de barueri, que despachou o Flamengo/RJ, por 2 x 0, numa zebra sem tamanho.