A vida é Azul





Por Gilson Nogueira
Começo a digitar o instante deitado de barriga para cima tendo o céu azul sobre a Salvador de todos os brasileiros com pinta de verão porreta, como aqueles do Belo Porto da Barra de deixar turistas babando vontade de ficar. O Porto do Berro de Carlinhos Pereira e do Van Gohg do saudoso Camílo, dentre outros pontos de sorrir em doses líquidas de felicidade com uma galera super afinada em cânticos de amor à vida. Haja história para contar, diria o carioca mais baiano que conheci. Quem? Carioca, o apelido que coloquei em Aderbal, assim que o amigo desembarcou no pedaço mais internacional da Capital do Berimbau.

Entusiasmado com o tema, envio, daqui, meus parabéns ao icônico Carlinhos Mocó, para os íntimos, criador do Berro D"Água, bar, restaurante e ponto de encontro internacional dos boêmiios apaixonados pela birita que até o Papa gostaria de curtir nos tempos em que o amor era lindo. Ufa, que bom seria parar o tempo e fazer voltar o filme da vida boêmia do Porto de todas as raças e de estórias e histórias dignas da Academia Internacional dos Curtidores da Vida em todas as suas dimensões! Faço uma pausa para beber com os olhos o azul soteropolitano e conferir o rastro de mais um avião enorme em direção a Miami, onde, em ano que não lembro, agora. vi um tubarão bêbado perguntando por Dudu Bacalhau, Heitorzinho, Heraldo, Pirilo, Vermelho, Fofo, Abelha, Veras e e uma porçåo de figuras que, hoje, infelizmente, não assinam mais o ponto no Trecho Sagrado da Farra feita com poesia, seresta, samba, Bossa Nova e muita reza para não cair doente. E o livro sobre o Berro, grande Mocó, onde encontrar?

Fecho a janela da saudade e abro a porta da esperança em ver a Porcaria indo para a casa do ...( Isso, mesmo!).


Quem sabe, no Carnaval de 2023, o mundo possa assistir o Bloco da Saudade do Velho Porto desfilando na Avenida Sete de Setembro ao Lado do Jacú de Waltinho Queiroz e outros bambas da mortalha azul turquesa? Acabo o que penso em encaminhar para o grande Joli com a lembrança de haver esquecido a minha mortalha do broco amado, em Piatã, de onde saí, de manhã, direto para a muvuca que matou muita gente de alegria! Ah, quando Carnaval era Carnaval!